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HOUSE OF THOUGTS

Espaço de debate e reflexão sobre arte, ciência, tecnologia e sociedade

House of Thoughts
2021

A House of Thoughts é uma plataforma de comunicação e reflexão sobre arte, ciência e tecnologia.

Com os objetos de dinamizar o intercâmbio cultural entre os sectores criativos, empresariais e académicos e de reforçar a vertente educativa e sociocultural do festival, nesta seção promover-se-ão debates workshops e visitas guiadas.

Iniciada em 2020 com a 1º sessão online, em 2021 iremos a promover a realização de 3 sessões online uma masterclass na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e várias visitas guiadas.

Destaque para a conferencia online sobre NFTs (Non-fungible Tokens), assunto inovador, que ocupa lugar de destaque em todas as plataformas. São muitas as questões a abordar. Qual o valor da arte num mundo digital ? NFT e como poderia a arte beneficiar da tecnologia Blockchain? entre outras.

Sessão 1, 2020

Bit Street Hong Kong

Conversa on line acerca do trabalho dos artistas

@Zoom.us 

Data: 11 Setembro 2020

Hora do evento: 10 p.m (HKC); 03 p.m. (LIS); 10 a.m. (NYC)

Oradores: Antonio Cerveira Pinto, Isaac Leung, Chen Pin Tao, Suze Chan, Zhiwam Cheung.

Língua: Inglês

 
Bit Street Hong Kong, Sessão Zoom 11-08-2020
Sessão 2, 2021
NFTs take off

Conferência virtual com os artistas Kevin McCoy e Robert Alice e moderação de António Cerveira Pinto.

Go to Zoom Metting

Password: 220735

“I’d love to mint something with you” – Tamiko Thiel.

Data: 15 de Setembro 2021

Horário:
Bruxelas 16:00
Lisboa e Londres 15:00 
Nova Iorque 10:00 
Hong Kong 22:00 

Local: Plataforma Zoom

Painel: Berk Özdemir, Kevin McCoy e Robert Alice

Moderador: Antonio Cerveira Pinto – TNAF, Diretor Artístico

Entrada gratuita

NFTs Take Off, Sessão Zoom 15-09-2021

NFTs take off

Estará a arte à beira de um evento singular?
Há, pelo menos, uma metamorfose cultural em curso que levanta questões às quais é preciso responder.

Qual o grau de transformação imposto às convenções artísticas e à arte em geral pelas sociedades digitais?

Será alguma vez possível proteger a autoria digital, nomeadamente recorrendo ao paradigma conhecido por Blockchain? Se houver, por exemplo, uma grande tempestade elétrica, ou uma guerra mundial, quem garante a fiabilidade das redes computacionais? E se os governos assumirem o controle do ciberespaço (como a PCC decidiu fazer na China comunista depois da chegada de Xi Jinping ao poder)? Garantir a autenticidade da arte digital asseguraria, por si só, o valor intrínseco das mesmas, para artistas, colecionadores, mercados de arte e museus?

Poderá, por outro lado, a criptografia ao serviço de bases de dados distribuídas e transparentes (“blockchain) ameaçar a velha ordem capitalista, ou será que, pelo contrário, as bases de dados encriptadas, encadeadas e partilhadas acabarão por ultrapassar mais um estrangulamento da lógica reprodutiva do capitalismo, provocado desta vez por uma crise de recursos e demográfica, bem como pela monetização geral das dívidas públicas e privadas?

Em suma, até que ponto podemos confiar nas Blockchain? Protegerão as autorias e o trabalho criativo em geral, ou serão mais um estímulo à especulação desenfreada e à construção de novas e gigantescas Pirâmides de Ponzi? Será razoável acreditar no advento de uma desejável democracia, simultaneamente transparente, partilhada e segura, bem como no acesso gratuito a bens virtuais protegidos por NFTs?

Sete tópicos sobre arte e “blockchains” (NFTs)

1) ESCASSEZ — necessidade de proteção da autoria, certificação da propriedade e gestão da raridade.

Que acontece à minha arte (ao meu dinheiro) quando uma empresa NFT vai à falência?

2) COMPLEXIDADE — implica algum processo de criação artística baseado em conhecimento intensivo.

Podemos esperar plataformas mais amigáveis para criar NFTs? iNFTs? Poderão novos desenvolvimentos nos universos da criptografia e da “inteligência artificial” (IA) gerar os seus próprios paradigmas, pós-humanos, de criação e receção artísticas?

3) CÓDIGO BINÁRIO — o modo computacional mais recente para a desmaterialização do objeto de arte, mas a computação quântica poderá estar ao virar da esquina…

Depois da desmaterialização do objeto artístico, podemos também falar de desmaterialização do artista, desmaterialização do público, e desmaterialização do mercado. Não é certo, porém, que a ‘saída’ deva ser sempre digital. A impressão 3D, os processos de bioarte sintética (nomeadamente através do desenvolvimento de ciber-corpos), a retro-engenharia e a deformação do ‘hardware’ e do ‘software’ enquanto processos criativos, a geo-arte e a arte espacial acabarão, um dia, com o ecrã como principal padrão hegemónico da arte digital. Neste enquadramento de expansão científico-tecnológica e filosófica da arte, a revolução NFT poderá parecer uma transformação importante, mas limitada. Seria, por assim dizer, uma condição necessária (daí a importância do ano 2021!), mas não suficiente.

4) METAVERSE — poderão os “NFTs inteligentes” (iNFTs) enviar a arte criptográfica para um estado ainda mais radical na atual revolução cibernética, a qual parece destinada a estabelecer os novos protocolos de definição, autoria, autenticidade, comércio, usufruto e conservação das obras de arte?

5) ARTE PÓS-CONTEMPORÂNEA — sendo ambos materiais, o tempo real é, porém, diferente do tempo digital. Que distância existe, pois, entre a cripto-arte e a tradicional “arte contemporânea” (oriunda do Romantismo e do Modernismo)? Embora possamos encontrar ligações entre algumas obras criptográficas e a genealogia da “arte conceptual” / nomeadamente dadaísta e situacionista, seria talvez prudente aceitar que esta ligação é, de alguma forma, frágil. Houve ou não um terramoto entretanto (Neuromancer, Snow Crash)?

6) GALERIAS E MUSEUS — serão os museus de arte nascidos no século 18 capazes de se adaptarem à revolução cibernética? E as galerias de arte nascidas no século 19, serão elas também capazes de ultrapassarem a crise criada pelos novos meios tecnológicos? O desafio, aparentemente, só agora verdadeiramente começa…

7) REINO SUBJETIVO — como será um Van Gogh criptográfico?

António Cerveira Pinto
Diretor Artístico
TNAF

Sessão 3, 2021

Imagens aquém e além do humano

Data e horário: 25 de Setembro, 17h

Local: Carpintarias de São Lázaro
Produção das Carpintarias de São Lázaro, inserida no  seu Ciclo de Programação “Para os olhos mas não só”

 

Entrada Livre | Lotação máx.: 60 pax

Para reserva de lugar, por favor contacte: reservas@csl-lisboa.pt

Uma conversa partir da exposição “Whispering Mirrors”, movendo-se pelas dobras do especular e do especulativo, das possibilidades da inteligência artificial e das problemáticas em torno do pós-humano.

Sessão 4, 2021

Debaixo da pandemia

Conversa “Debaixo da pandemia”, com os artistas Jonas Runa, Kristina Pethukina e Robert Lisek, e moderação de António Cerveira Pinto.

Nesta conversa, moderada por António Cerveira Pinto, três artistas participantes na exposição Pandemia, irão partilhar os seus interesses e seus processos criativos, durante o período de conBnamento.

Data e horário: 30 de Setembro, 15h (Lisboa)

Local: Plataforma Zoom

Entrada Livre

Sessão 5, 2021

Masterclass "Palestra sobre Conservas" do artista Rodrigo Gomes

Data e horário: dia 6 de Outubro das 17h às 19h

Local: Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa FBAUL | Grande Auditório da FBAUL

Entrada livre  | Lotação max 100 pax

“A difusão e a virtualização de imagens influenciam a nossa forma de comunicar, conservar, recordar e definir o que é real ou falso. Por consequência, a realidade consiste num arquivo de imagens falsas, em virtualidade e ficções que ao serem por nós consumidas mudam de sentido. Cada vez mais, o mundo está embebido em imagens que atravessam ecrãs.

Num mundo em que a difusão de imagens é regida pelo seu próprio consumo, a realidade revela-se esquizofrénica. Há que tomar colírio para que as nossas pupilas passem a conhecer uma realidade que através do mínimo erro se revela pré-desenhada
.”

Rodrigo Gomes